ÓLEOS ESSENCIAIS E TÓNICOS FLORAIS

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O que são óleos essenciais?
Os óleos essenciais são um líquido hidrofóbico, concentrado, contendo compostos aromáticos derivados de plantas. São conhecidos com outras denominações como óleos voláteis ou óleos etéreos ou mais simplesmente como “óleo de” seguindo-se o nome da planta que lhe dá origem. O termo essencial deriva do aroma (ou essência) que as plantas dão a estes óleos. Os óleos essenciais podem ser usados com fins medicinais, cosméticos, farmacêuticos e culinários e não formam nenhuma categoria isolada para qualquer uma destas aplicações.
Os óleos essenciais são vulgarmente obtidos por destilação de arrasto de vapor. Também podem ser obtidos por pressão a frio ou extração por solventes mas neste caso poderá haver sempre uma contaminação do óleo final extraído. Por esta razão os produtos obtidos não são designados por óleos essenciais. As aplicações dos óleos essenciais são muito vastas. Um único óleo pode ser parte integrante de um produto cosmético, perfume, medicamento, receita culinária, medicamento ou produto de limpeza.

 

O que contêm os óleos essenciais e alguns factos surpreendentes
Os óleos essenciais contém entre outros compostos álcoois, ésteres, aldeídos, cetonas e fenóis. Um óleo essencial é uma mistura de muitos destes compostos, muitas vezes mais de uma centena. Entre todas as substâncias constituintes destaca-se normalmente um grande grupo de álcoois terpénicos (compostos bio derivados do isopreno). Dada à sua complexidade química, os óleos essenciais desenvolvem vasta gama de ações terapêuticas. Podemos citar como exemplo pesquisas feitas pela University of Western Australia com o óleo da planta do chá (Melaleuca alternifoliaa). Estudos comparativos com este óleo, a alternifolia e o fluconazol perante culturas de Candida albicans demonstraram que após a sexta geração, o fluconazol perde a sua eficácia, enquanto o óleo extraído da Melaleuca ainda mantém forte atividade fungicida. Ou seja, os óleos essenciais, dada à sua complexidade química sinérgica, conseguem manter um alto padrão de atividade antibiótica e antisséptica na presença de microrganismos patogénicos. Mais eficaz que muitos antibióticos de largo espectro, atuais.

 

Algumas precauções a ter na utilização de óleos essenciais
O cuidado a ter com os óleos essenciais deriva do seu elevado grau de pureza. Nunca se deve aplicar um óleo essencial puro sobre a pele pois podem provocar irritações severas ou alergias graves. Depois da aplicação de óleos essenciais (na sua forma diluída) devem evitar-se exposições solares (sobretudo com óleos derivados de citrinos). Por outro lado o uso de óleos essenciais de forma indiscriminada e sem acompanhamento de um especialista pode levar a hepatotoxicidade. Da mesma forma a ingestão de óleos essenciais carece sempre de aconselhamento médico. Não se devem usar óleos essenciais em animais uma vez que há registos de toxicidade hepática e dérmica, sobretudo em gatos. A aplicação de óleos essenciais deverá ser sempre feita através de um óleo de base, neutro. São exemplos, o óleo de amêndoas doces, o óleo de girassol e o óleo de semente de uva. Não devem ser usados por mulheres grávidas (a ingestão de quantidades tão diminutas como 0,5 ml de alguns óleos pode induzir aborto) e pessoas que reportem episódios de epilepsia. Os óleos essenciais são inflamáveis. Em condições de utilização (exemplo produção de sabonetes, utilização em SPA ou zonas similares), nunca aproximar de fontes de calor e/ou fontes incandescentes.

 
A qualidade da produção de óleos essenciais
A qualidade da produção de óleos essenciais deverá ser registado através de um cromatograma que permita comparar a reprodutibilidade do processo de extração do óleo essencial (destilação) de lote para lote incluindo a quantidade de água presente no produto final. Os óleos essenciais não carecem de adições de antissépticos pois apresentam na sua generalidade uma forte atividade antimicrobiana quando puros. Os lotes produzidos devem ser sempre guardados em ambiente frio e seco, sem incidência de luz solar direta. Só devem ser guardados em recipientes de vidro castanho-escuro ou azul topázio.

 

 

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O que são hidrolatos ?
Os hidrolatos, ou também conhecidos por águas florais, destilados herbais ou “água essenciais” são soluções aquosas ou suspensões coloidais (hidrossóis) de óleos essenciais obtidos por destilação de vapor de plantas aromáticas. Distinguem-se dos óleos essenciais porque o processo de destilação faz condensar o óleo essencial e a água em simultâneo ou em tempos muito próximos. Dependendo da forma de destilação, a produção de hidrolatos deixará à superfície da água uma porção mais ou menos significativa de óleo essencial. Depois de removida esta fração de óleo e passados alguns dias, é impossível observar a formação de mais óleo por separação da fase aquosa. Neste ponto obtêm-se os hidrolatos puros (ou seja sem excesso de óleo essencial).

 

O que contém os hidrolatos?
Os hidrolatos contém uma porção de óleo essencial (solúvel) das plantas aromáticas de onde foram obtidos e uma maior concentração de ácidos orgânicos. Desta forma e a pH entre 5 e 6 podem ser usados como tónicos faciais e corporais. Os hidrolatos contém ainda flavonoides e pigmentos das plantas, responsáveis por alguma coloração final.

 

Algumas precauções a ter na utilização de hidrolatos
Uma vez que os hidrolatos apresentam características acídicas, tendem a inibir o crescimento de bactérias. No entanto, os hidrolatos não são estéreis e a sua aplicação deverá ser consideradas em condições semelhantes a outros produtos frescos como o leite. Uma vez que a água usada na produção destes produtos é originada numa caldeira, apresenta características semelhantes a um líquido que sofreu um processo de pasteurização. As questões relacionadas com contaminação colocam-se no momento de recolha e embalamento. Deve ser feito o mais rapidamente possível e o armazenamento, ao abrigo da luz solar direta, em locais frescos, se possível em ambiente refrigerado.

 

Os hidrolatos mais comuns
A presença de hidrolatos como produtos de uso corrente em aromoterapia é recente. Os hidrolatos mais vendidos são a água de rosas  e flor de laranjeira. Até ao momento tem havido pouca penetração no mercado de outros hidrolatos em parte devido à sua baixa procura e crescentes custos de transporte.

 

A qualidade da produção de hidrolatos
A produção de hidrolatos varia de forma muito significativa com as técnicas de destilação. Os processos de destilação fechada, em que os produtos obtidos não entram em contacto com o ar, originam hidrolatos de qualidade superior porque reduzem a possibilidade de contaminação bacteriológica. A produção artesanal deste tipo de produtos deverá ter em consideração o controlo de qualidade de stocks que poderá ser feito por inspeção periódica, registando parâmetros como: alteração de cor, presença de cheiro, aumento de turvação, presença de precipitados e contagem microbiana (neste último caso a cada 90 dias).

 


 

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